27/07/2015

CRÔNICA #003 - Colecionar Lembranças


Suspiros de saudade geralmente acontecem depois de um momento de lembrança ou uma série delas. Por vezes, pode ser até uma coleção delas. Gosto de pensar em coleção de lembranças. Sou colecionador. Junto cartões telefônicos e cartões-postais. É uma tarefa prazerosa organizar, separar, botar em álbuns e admirar estes quadradinhos de papel e plástico. Na verdade, retangulozinhos. E não sei se é realmente plástico o que compõe os telefônicos. Hei de pesquisar!

Já em relação a organizar e separar lembranças, talvez seja mais complicado. Colocar em álbuns então, só com fotografias, que atualmente aparecem mais no Facebook e Instagram. Admira-las porém, ainda é bem possível e tão prazeroso quanto ver os vinte cartões da Série Memórias de Caruaru pendurados numa parede sem reboco, em um expositor de detalhes azuis. Lembranças existem aos montes. Ainda mais quando se está longe de casa.

Colecionar lembranças, então, seria um feito de quem está longe de casa? De alguém com saudades? Hoje foi um feriado! Não saí de casa. Logo se nota que se deparar com lembranças, boas e ruins, seja algo inevitável em tal conjuntura. Será que posso tentar coleciona-las? Elas podem se encaixar em textos que pretendem ser crônicas? E a tal da saudade, que dizem ser uma palavra exclusiva do português, cabe numa crônica? Não seriam a saudade e a lembrança temas mais próprios de poemas e canções? Só consigo responder com suspiros!

Mas outra coisa já sei responder, os cartões telefônicos brasileiros foram implantados em 1992, usando a indução eletromagnética, de Faraday. Nelson Bardini, engenheiro, foi quem bolou a ideia, que é cheia de imbróglios quanto ao patenteamento das tecnologias relacionadas. Os cartões indutivos, além de elementos necessários para este processo, compõem-se de uma base de PVC, portanto, um plástico. Excelente informação para um colecionador de lembranças e cartões telefônicos.


Anthony Almeida | 04.04.2015

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